quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Distrito de Mopeia já produz arroz em grande escala

Com duas safras por ano.

O distrito de Mopeia, na província da Zambézia, já está a produzir duas vezes por ano a cultura do arroz ao nível do regadio de Tewe.

A empresa Olam, que explora mais de 270 hectares naquele regadio, vai investir mais de 35 milhões de dólares até 2019, visando incrementar os níveis de produção daquela cultura.
Embora o funcionamento do regadio não esteja a satisfazer em 100% a irrigação dos hectares de terra ao longo da zona baixa do tewe, confirma-se a possibilidade de conseguir mais de uma colheita com recurso à mecanização da produção agrícola.

Na primeira campanha agrícola deste ano, o regadio de tewe produziu 816 toneladas de arroz, número abaixo do planificado (1 200 toneladas), e tal deveu-se, por um lado, devido à escassez da chuva e, também, da intensidade da radiação solar. Os esforços empreendidos nesta segunda safra visam atingir 1 500 toneladas. A colheita já começou e a produção já ultrapassou 600 toneladas, quando falta colher pouco mais de 800 toneladas de arroz.
O regadio de Tewe foi erguido com fundos do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) e do Governo de Moçambique, num montante estimado em três milhões de dólares americanos. aqui
 

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Etelvina Assulia, membro fundadora de Portal de Sena defendeu a sua tese de Licenciatura.



Etelvina Assulia natural de Nampula, amiga e membro fundadora de Portal de Sena, defendeu a sua tese de Licenciatura na Universidade Mussa Bin Bique (curso de Gestão e Contabilidade) com nota 14, a sua tese de licenciatura baseou-se no tema: Cooperativismo como Alternativa de Geração de Trabalho e Renda.

A tímida semente de outrora, hoje é uma árvore robusta com os primeiros frutos de vitória. Acredito que concluíste uma longa etapa com muita garra e o futuro abre as portas para uma nova caminhada.

Amiga, divida connosco os méritos desta conquista…
O sonho contínua... Que Deus te abençoe

Por: Fernando Raposo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Prezado senhor presidente do município de Marromeu,



Somos filhos e amigo desse município de Marromeu, conhecemos a parte do seu trabalho e das suas ideias, que admiramos e consideramos fundamentais para a qualidade de vida dos munícipes. Por isso, gostariamos que tomasse conhecimento de que os espaços públicos em Marromeu se encontram em estado lamentável e a qualidade de vida, em degradação crescente.

Passeios públicos, além de terem péssimo piso, são estreitos e ocupados por todo tipo de obstáculos (lixo, lixeiras, postes, árvores, barracas, caixas, rampas etc.). Servem também de estacionamento para carros, motocicletas, njingas e outros veículos.
Se o pedestre comum tem dificuldade em se locomover nos passeios de Marromeu, o que será de quem usa muleta, do idoso, do carrinho de bebê, das crianças e mais?
 
Podemos considerar que pedestre é permanentemente desrespeitado? Ou o município não leva em conta assuntos cruciais para a qualidade de vida dos munícipes e nem planeja para longo prazo? Na imagem está a prova de um edifício ainda em ampliação que quase ocupou todo passeio.

Senhor presidente
Entendemos por passeio livre, uma faixa mínima de 1,2m (um metro e vinte centímetros) completamente desimpedida (sem árvores, sem postes, sem lixo, sem lixeiras, sem caixa, sem placas de propaganda, sem mesa de bar, sem veículos estacionados ou qualquer outro obstáculo), com piso regular, seguro, padronizado. Prezado onde podemos encaixar os nossos passeios? Será que estamos assim tão acostumados e não conseguimos perceber isso?
Que haja bons projectos, boa lei sobretudo boa execução e fiscalização.

Limitado ao exposto, fique com nossos votos de estima e consideração

Por: Fernando Raposo




quinta-feira, 8 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Marromeu-História, Politica e Sociedade Civil



Antes da chegada dos portugueses “em Marromeu”, os régulos tinham como tarefa defender a população dos seus territórios das guerras tribais, animais ferozes, usando principalmente a magia negra, para alem de dirigir cerimonias tradicionais quando Anhakulota Ndalo (viventes) previam acontecimentos relacionados com abundância, ou não, de chuvas, faziam sembe “cerimonias tradicional”  e a chuva caía na mesma altura molhando todos participantes.

A população era nómada dividida em tribos, formada e dirigida por guerrilheiros, sendo de destacar de Bauaze e Maguegue que se fixaram na região com objetivo de intensificar as guerras entre tribos e clãs. Viviam essencialmente, da pastorícia e da caça.

Estes para se defenderem dos inimigos serviam-se do rio Zambeze. Quando o inimigo se aproximava, a população era toda evacuada para a outra margem do rio, deixando-se uma pessoa que, muito amavelmente oferecia o seu barco para levar o inimigo para outra margem do rio. Uma vez chegado ao meio do rio, o barco era propositadamente afundado e, como os inimigos provinham de região sem grandes rios , não estando por isso, habituados a lidar com correntes muito fortes acabavam por morrer afogados.

Reza a historia que, após a sua morte os Chefes Bauaze, Maguegue, Gora, Cocorico, Sine, Kundue e Nensa “se transformaram em leões brancos”, cuja existência ainda é assimilada nos dias de hoje. Na
recém terminada guerra de desestabilização, movida pela Renamo, cada leão guarnecia o seu território e,  em caso de eminência  de ataque, passavam noites a rugir alertando a população para se precaver dos ataques.

Os primeiros portugueses que escalaram o distrito vieram de barco ao longo do rio Zambeze, com objetivo de conhecerem novas áreas que pudessem ser exploradas. Entraram na floresta e, quando se julgavam perdidos, encontraram caçadores junto das suas cabanas a cortar carne. Depois de várias tentativas frustradas para estabelecer diálogo com os nativos, quiseram saber o nome da região e, em resposta os caçadores que já estavam cansados de ouvir responderam “PAMARREMELO” (em língua Phozo, local onde se procede ao esquartejamento da carne), entendendo os portugueses que a região se chamava “Marromeu”.

Esta região é maioritariamente, dominada pelos grupos étnicos Phozo provenientes de Luabo, Província da Zambézia, os Senas provenientes de Cheringoma, Caia, Mutarara, Morrumbala e Mopeia na província da Zambézia, para além de algumas minorias como: Macuas, Chuabos, Ndaus e Ngonis que aqui chegaram como contratados para trabalhar nas plantações de cana sacarinas e nas serrações de madeira da companhia de Moçambique e da Sena Sugar Estates, coexistindo e interagindo socialmente.


Fonte: Ministério da Administração Estatal. Edição 2005

Foto do arquivo reproduzida.