sexta-feira, 15 de julho de 2016

Daniel Baulene Chatama


Na resistência contra a ditadura do Mondlane, Chatama actuou como guarda costa e segurança na residência do Padre Mateus Pinho Gwenjere no subúrbio de Chang'ombe em Dar Es Salaam. Ele estava estreitamente aliado ao malogrado padre Mateus Pinho Gwenjere que veio a ser raptado de Nairobi pelo agentes tanzanianos em colisão com agentes do SNASP de Moçambique e depois foi torturado e morto pela Frelimo em Cabo Delgado.
Natural de Chupanga no Baixo Vale do Zambeze, Chatama foi treinado juntamente com Joaquim Chissano em serviços de segurança e espionagem pela KGB na União Soviética.  Durante a sua estadia na Rússia soviética, o Chatama aprendeu a língua russa que sabia escrever e falar. Na Tanzânia onde Chatama trabalhou no serviço de transmissão na casa do Eduardo Mondlane, ele chegou de observar que certas das mensagens que saiam da casa do Mondlane eram transmitidas para a inteligência militar portuguesa.  Chatama também não duvidava que Mondlane era um agente da CIA americana.
Liberto duma prisão tanzaniana onde tinha sido posto pelos tanzanianos por causa da sua resistência contra a ditadura e a tirania na Frelimo, Baulene Chatama rumou para Nairobi, Quénia, onde resumiu os seus estudos e viveu antes de ir a Holanda donde veio mais tarde a rumar para os Estudos Unidos da América.
Um pintor de edifícios de grande talento, Baulene teve a infelicidade de cair no consumo de drogas que vieram a minar a sua saúde, estando durante um dado tempo o seu corpo completamente intoxicado  e passou muito tempo a ser desintoxicado num centro de saúde especializado para tais tratamentos na América. 
Alguns anos depois de sobreviver a sua trágica experiencia com drogas foi diagnosticado com o cancro que acaba de lhe tirar a vida.

Daniel Baulene Chatama, um imbondeiro da resistência contra a tirania mondlanista na Frelimo em Dar Es Salaam em 1968, faleceu em Stata Rosa, Califórnia, depois duma dura batalha contra o cancro.

Francisco Moises

sexta-feira, 8 de julho de 2016

Comboio Beira-Marromeu é o meio mais seguro para viagem

Viajar de Marromeu para Beira via terreste virou um grande pesadelo, pior quando apanha chapa ou de viatura pessoal. Eu pessoalmente saí de Dondo ate' Marromeu usando via Inhaminga (300km) cruzei com dois carros somente, um auténtico silêncio na estrada.


No mapa fiz  uma ilustração de algumas rotas onde alguns colegas e amigos sofreram assaltos
Verde-Rota que não ouvi reclamações de assaltos
Vermelho-rotas que até meus colegas e amigos foram assaltados
 

segunda-feira, 4 de julho de 2016

JOÃO ESTIMA: UMA RELÍQUIA MUSICAL

A função da música é dar às pessoas o caminho da beleza e de Deus. É caminhar na beleza de um sonho e na imensidão do amor. O talento é dado para servir e repartir, o contrário não serve. Não há cache que pague isso.Valdemar Bastos, RDP-África, 24/VI/2016

Na centelha de hoje vou falar-lhes do conceituado músico João António Estima, ou simplesmente, João Estima. Não apresentarei o currículo do músico, como alguns desejariam, mas falarei da terapia das suas canções, numa altura em que a sociedade moçambicana padece de podridão moral. A falta de emprego e de oportunidade empurram algumas pessoas, sem arcabouço musical, para o mundo da música. Com a ajuda de potenciais patrocinadores, em condições de concorrência oligopolista, esses vadios azinha são colocadas no galarim da pirâmide da fama. As canções, quase todas desprovidas de apreciáveis conteúdos musicais, são aplaudidas pelas turbas delirantes. Dizer algumas asneiras é uma forma de manifestar a ignorância, perdoa-se.
O que não se pode tolerar nem perdoar é a proliferação de pacóvios que utilizam a música para promover a mediocridade. Estão a comprometer a qualidade de vida das gerações futuras, porque a música é também uma forma de ensinar. Tudo aquilo que vem rápido vai fácil. Este é o veredicto de muitos músicos que atingiram o poleiro da fama sem nunca terem arregaçado as mangas, tal como os cágados que são colocados em árvores.
Dizia Mário da Graça Machungo, antigo presidente do Millennium BIM, que cágados não sabem em árvores. Se virem algum numa árvore é porque alguém o colocou lá. Prepare-se uma rede elástica, para quando cair, não possa aleijar-se.
Temos disso na música, por culpa dos patrocinadores e do estrabismo étnico-racial. Tal como diria o meu amigo Nkulu, em desertos há sempre alguma vegetação, embora escassa, para fazer a diferença. João Estima é um oásis no seio do deserto. Alguns sofalenses dizem com toda a legitimidade que o povo estima o Estima, tanto quanto as músicas. Para quem a boa saúde não lhe assiste, as músicas de Estima são de facto uma terapia. Penso que os médicos, em lugar de recomendarem drogas que só reduzem a vitalidade do fígado, deviam prescrever as músicas de Estima, para o saneamento da alma. É difícil ouvir uma composição musical de João Estima e a pessoa ficar indiferente. As músicas estão carregadas de pedagogia e servem para todas as idades e géneros. Há algo de nostálgico. Não provoca masoquismo, pelo contrário, são temperantes e reconfortantes.
Em “Zaperekeke” (o mesmo que dizer “entregue-se”), João Estima faz um forte apelo à Renamo no sentido de se juntar aos esforços do governo e de outros sectores da sociedade para o fim do conflito militar. Escrita no auge da guerra dos 16 anos, o cantor em referência, aconselha aos guerrilheiros da Renamo o seguinte:“Entregai-vos. Mato é para cobras. Venham participar em actividades de desenvolvimento do país.” Esta música conquistou a intemporalidade e ainda hoje continua a fazer todo sentido esse apelo. João Estima é também um profeta. É comum alguns pseudo-músicos quando atingem a “loucura” da fama esquecer suas origens. Diferentemente desses pseudo-músicos, João Estima imortaliza a sua terra natal (Marromeu). Através da música “Marromeu mwananga…ni mwathu…kundikomera”, o seu primeiro e único trabalho discográfico gravado em 2010, Estima exalta o distrito da sua natalidade e afirma que “… por mais que vá disfrutar do bem e do melhor na diáspora, Marromeu lhe agrada. Aqui nasci, aqui estudei, aqui trabalhei. Marromeu agrada-me, a par da sua gente, também pelo seu desenvolvimento.”
Em outra composição musical intitulada Rosita, o cantor homenageia à sua esposa Rosa Rosário (Rosita). Estima declara a sua amada que “Tu és minha esposa. A primeira e única que Deus me deu. A mãe dos nossos filhos.” É sem dúvida uma homenagem que faz, não apenas a Rosita, como também a todas mulheres do país e do mundo em geral (amém). João Estima também enaltece os feitos do antigo presidente da República Armando Guebuza. Em “Tinapereka takhuta kuna pai Guebuza”, o cantor agradece pela construção da linha ferroviária de Sena, que passa por Marromeu.
Para Estima (julgo que este é o sentimento de todos os moçambicanos), a construçã0o desta linha contribuiu para reduziu-se os preços astronómicos das passagens aéreas em curso no país. A este propósito o autor goza “Subo o comboio como se estivesse a subir avião. Com a linha de Sena, todos os caminhos hoje vão dar à Marromeu.” Não reconhecer este feito, independentemente do que hoje se diz sobre Armando Guebuza, é uma falsa cegueira de quem não quer ver.
O talento de João Estima é ímpar. Pelos serviços que têm prestado à nação moçambicana, através da promoção dos valores culturais, João Estima merecia uma homenagem pública por parte do governo provincial de Sofala. Sei que a Excelentíssima Senhora Governadora de Sofala, Maria Helena Taibo, tem feito muito pelos músicos sofalense. Para ela, Senhora Governadora, vai também uma palavra de homenagem. ZICOMO e um abraço nhúngue ao meu amigo de infância B. Chuva.

WAMPHULA FAX – 04.07.2016

sexta-feira, 17 de junho de 2016

A Tereos Sugar Mozambique (Companhia de Sena-CDSS) arrancou a campanha do ano 2016-2017

A Tereos Sugar Mozambique  ou simplesmente Companhia de Sena (CDSS) arrancou a campanha do ano 2016-2017 no dia 08 de Junho. Como tem vindo a ser hábito nos últimos anos, realizou-se uma cerimónia religiosa dirigida pelos Padres Católicos no interior da fábrica como uma forma de abençoar e garantir uma boa safra.
Previsão da campanha 2016-2017:
500.000 toneladas de cana.
52,000 toneladas de acucar e, uma parte dessa 20,000 toneladas será para açucar refinada.

O PORTAL DE SENA, DESEJA A Tereos Sugar Mozambique E A TODOS OS TRABALHADORES UMA BOA SAFRA 2016-2017

Homens da Renamo assaltam viatura da EDM

PELO menos 10 homens armados da Renamo assaltaram esta 5a feira na região do Posto: Administrativo de Inhamitanga, distrito de Cheringoma, em Sofala, uma viatura da empresa pública Electricidade de Moçambique (EDM) que circulava no sentido Marromeu-Beira apoderando-se de vários bens pertencentes aos integrantes da viatura.
O oficial de imprensa da Policia da Republica de Moçambique (PRM) em Sofala, Daniel Macuacua confirmou a incursão e explicou que os homens armados da Renamo apoderaram-se de valores monetários não quantificados, telemóveis, pastas com vestuário, documentos e outros bens dos seis elementos que se faziam transportar na viatura da EDM.
A PRM confirmou ainda que na 6a feira os homens a mando de Afonso Dhlakama assaltaram um grupo de pescadores que circulavam pela mesma via apoderando-se de alguns dos seus haveres.
A região de Cheringoma, particularmente as imediações do Posto Administrativo de Inhamitanga, transformou-se esta semana no palco de incursões dos homens armados da Renamo que na 2ª e 4a feiras assaltaram dois comboios de mineradora Vale de Moçambique ferindo duas pessoas ligadas as tripulações das locomotivas provocando igualmente danos materiais.
NOTÍCIAS – 11.06.2016

Fui roubado e ajudem-me a localizar os bens* - Por Vitorino Chimica

Chamo-me Vitorino José Chimica, cidadão moçambicano, de 27 anos de idade, natural da cidade da Beira e, actualmente, residente na vila de Marromeu.
No dia 15 de Abril de 2016, por volta das 07h:30 da manhã, eu estava num carro particular viajando para a cidade da Beira, quando a dada altura fui abordado por três homens armados devidamente trajados com o uniforme das Forças de Defesa e Seguranças (FDS), a 70km da vila sede, concretamente no povoado de CINE.
Os militares em causa pediram-me para descer do carro e alegaram que queriam fazer uma vasculha para ver se havia alguma arma de fogo. Desci da viatura e eles retiraram todas as pastas que estavam no meu carro, arrancaram-me o celular, a carteira e as chaves do carro.
Eu estava convencido de que eles estavam apenas fazendo o seu trabalho, mas para o meu espanto, devolveram-me as chaves da viatura e disseram-me para eu seguir a viagem sem os meus pertences.
Quando procurei saber sobre os meus bens que não foram devolvidos na viatura, um dos homens manipulou uma arma de fogo e apontou-me na cara alegando que iria me matar. Sem outra alternativa, saí a conduzir, deixando todos os meus bens com eles, dentre eles os alistados abaixo:
1. Macbook pro 13 core i7
2. Camera dslr Canon 600D e Lentes Canon 50mm, 18-55mm e 75-300mm
3. Amplificador de carro targa mono 2000W
4. Amplificador dynamite 4000w bass
5. 1 Disco Externo WD My Passport 2tb
6. Uma pasta contendo: 1 Par de Sapatilhas converse all stars brancas, 1 part botas CAT cinzentas, 1 Par de Mocsains Coco Caju pretas, 1 Par de Sapatos Sebago dorksides shoes cinzentas
7. 1 Mala de Roupa Diversa
8. 1 Flash Speedlite Ygnuo 600rx
9. Cartões de Memória SD XC 128gb, sd hc 64gb, sd hc 16gb
10. Pasta de Camara  Lowe Pro flipside 200
11. Pasta de laptop TARGUS
12. Celular Apple iPhone 6 – com LCD rachado
13. Celular Huawei Mate7 –
14.  Bolsa do ombro LV Leather
15. Filtros de lentes de Maquina
16. Kit de Limpeza de Maquina
17. Carregador Power Bank
18. Chave de Rodas
19. Matriculas de carro com Chapa AFC-483-MP
20. Carteira do bolso
21. Carregador de Maquina Canon
22. Cross-Over Targa
Gostaria que os leitores me ajudassem a localizar os meus bens e quem tiver alguma informação útil a respeito desta situação pode contactar-me pelo numero +258 825 216 865
Por Vitorino  Chimica

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Algures em Marromeu


Por: Fernando Raposo

OFICIAL DA POLÍCIA DETIDO POR CAÇA ILEGAL EM MARROMEU

O chefe das operações da Polícia da República de Moçambique no distrito de Marromeu, província de Sofala, encontra-se detido indiciado de envolvimento num crime de caça proibida
Trata-se de C. Viegas que em conluio com dois cidadãos civis terá abatido 11 changos e uma pala-pala na coutada oficial número 14.
O comandante provincial da PRM em Sofala, Alfredo Mussa, disse segunda-feira que o referido oficial foi surpreendido com uma arma de caça, refutando deste modo as informações postas a circular segundo as quais o indiciado teria usado armas de guerra para aquela actividade ilegal.
O referido oficial foi detido pela corporação depois de uma denúncia que apontava a sua participação nas acções da caça furtiva.
“Já encaminhámos o processo às instâncias judiciais. Por outro lado, instaurámos o competente processo disciplinar, porque como corporação temos medidas apropriadas para estes casos”, explicou Alfredo Mussa.

A questão de envolvimento de elementos da Polícia na caça proibida não é nova em Sofala.
Num passado não muito distante um outro oficial da Polícia viu-se desvinculado da corporação por causa da caça em áreas proibidas no distrito de Cheringoma. (RM-Sofala)

domingo, 4 de outubro de 2015

Digam todos, Olá Paz

Porque, na paz encontra-se a resposta que vem
da lógica de tudo que não se explica.
Na paz determina-se o modo seguro de caminhar.
Na paz o caminho fica claro e não se sente o cansaço,
nem o desânimo.
Na paz o ar que entra e limpa tudo
lá dentro, não carrega o que pode sujar lá fora.
Na paz resolve-se o quebra-cabeça que deixa
em muitos, depois de montado, a sensação de
que ele ainda permanece na caixa.
Na paz o sangue percorre todo o corpo,
garantindo a vida saudável.
Na paz, homens e mulheres se respeitam
e se ajudam, pois são fortes e indispensáveis
para hastearem a bandeira branca.
Na paz estamos, todos juntos, representando
de mãos unidas, a presença de Deus.

Para muitos, a paz é o contrário de guerra e esta apenas se considera na ausência de conflito, contudo, o conceito de paz engloba muito mais que a simples inexistência de confronto armado.
Na verdade, paz é também assegura a estabilidade física e emocional de todos, é garantir qualidade de vida e liberdade para todo o ser vivo e o cuidado imprescindível ao meio ambiente, à mãe natureza.
Mas em uma escalar mais pequena, paz é saber encontrar serenidade dentro de cada um, saber apreciar as pequenas alegrias da vida, contribuir ativamente para o bem-estar e harmonia do seu lar e do meio envolvente de cada um.

Lembre-se que quando fazemos algo com boa intenção, quando atuamos pelo bem dos outros, ficamos mais perto de alcançar a nossa paz interior ideal e que o nosso gesto, por muito pequeno que possa parecer, vai fazer toda a diferença!

terça-feira, 8 de setembro de 2015

sábado, 29 de agosto de 2015

Grito de Socorro =há problemas sérios de falta de água no Migugune=

Cerca de um sétimo da população mundial não tem acesso à água potável, e estamos ainda na Semana Mundial da Água que começou no dia 23 e termina hoje sábado, decidi sair para captar algumas imagens no Bairro Migugune a 17km da vila de Marromeu. Como forma de manifestar a minha preocupação e pedir a quem de boa vontade e de direito possa ajudar aquela população. As imagens falam por si. 




Imagens: Fernando Raposo 
A inteligência do homem e a tecnologia podem impedir que a falta de água se torne um problema constante…

terça-feira, 25 de agosto de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Governo vai reajustar preços de referência para salvar açúcar

As quatro empresas de produção de açúcar em Moçambique estiveram, ontem, num frente a frente com o Ministro da Indústria e Comércio, Max Tonela, com o objectivo de denunciar as dificuldades com que a indústria açucareira se depara resultantes da eliminação das taxas aduaneiras na importação daquele produto.   
Trata-se das açucareiras de Xinavane, Maragra, Marromeu e Mafambisse, que estão a passar por um momento difícil na sua actividade e temem ter de parar com as operações. Tudo porque, alegam, o mercado está a receber grandes quantidades de açúcar importado e mais barato, o que coloca em causa a produção interna. Industriais e produtores de cana-de-açúcar pediram ajuda ao Governo para não desaparecerem.
O grito de socorro ocorreu no seminário realizado na Açucareira de Xinavane, distrito de Manhiça, província de Maputo, onde o Governo, através do Ministério da Indústria e Comércio, auscultou as preocupações dos intervenientes na indústria açucareira. O Presidente da Associação dos Produtores de Açúcar de Moçambique (APAMO), Rosário Cumbe, foi o primeiro a apresentar as preocupações .
O problema é que a importação do açúcar já não é taxada ao abrigo do protocolo comercial da Comunidade para o Desenvolvimento dos Países da África Austral (SADC), do qual Moçambique é signatário. O açúcar moçambicano compete, assim, de igual para igual com o açúcar importado, que é mais barato. Suazilândia e África do Sul são os grandes responsáveis pelo açúcar estrangeiro que se consome no sul do país, enquanto que o Zimbabué e o Malawi são os países que abastecem mais as províncias do centro e norte de Moçambique.
Fonte: opais.sapo.mz
Imagem: Fernando Raposo

terça-feira, 21 de abril de 2015

Por ocasião dos 50 anos da sua elevação a categoria de vila autarquia de Marromeu esteve em festa no dia 18 de Abril


A vila autarquica de Marromeu, a norte da Província central de Sofala, esteve em festa no dia 18 de Abril, data em que completou 50 anos desde a sua elevação de simples povoação à categoria de vila, durante a vigência colonial, ou seja, em 1964.
Como cidadão de Marromeu, compartilho com alegria do mesmo sentimento que uniu a população da vila na celebração dos 50 anos da vila. É um momento que reúne renovação de esperanças e disposição de luta para enfrentar  novos desafios que a vila está a exigir e que tem, na sua história, 


Orgulho-me fazer parte sonho comum de construir uma vila e fazer dela o melhor lugar do mundo para, viver e construir para um futuro melhor. Marroquinos somos todos nós. Orgulhemo-nos, em cada 18 de Abril.




Fernando Raposo

sexta-feira, 6 de março de 2015

MALAWI QUER NAVEGABILIDADE DOS RIOS ZAMBEZE E CHIRE

A garantia, segundo escreve a Rádio Moçambique (RM), emissora pública, foi dada pelo Ministro dos Transportes e Obras Públicas, Francis Kasaila.
O governante malawiano reiterou que Moçambique e Zâmbia são os principais parceiros deste projecto, que está dependente do estudo de impacto ambiental, como pré-condição para os passos subsequentes.

O estudo vai fornecer elementos para se determinar se a navegabilidade dos rios Chire e Zambeze é viável ou não do ponto de vista ambiental.
Francis Kasaila disse que as partes envolvidas no projecto deverão analisar as propostas dos consultores para que seja tomada uma decisão definitiva.
A estratégia dos malawianos é tornar navegáveis os rios Chire e Zambeze para o transporte fluvial das suas importações e exportações, até ao porto de Chinde, numa distância de 240 quilómetros.O governo de Lilongwe acha que esta via poderá baixar o custo dos produtos em 60 por cento.
Malawi é um país sem acesso directo ao mar, facto que contribui significativamente para o elevado custo dos bens e serviços, sobretudo os produtos petrolíferos.
De acordo com as obrigações internacionais, Moçambique deve facilitar o acesso ao mar aos países do hiterland.


Desde 2010, o projecto fluvial Chire-Zambeze não tem vindo a registar progressos muito por culpa do Malawi que pretendia navegar os dois cursos da água sem a realização do estudo de impacto ambiental, conforme vem estipulado no Memorando de Entendimento assinado com Moçambique.
O presidente do Malawi, Peter Mutharika, assegurou que todos os projectos desenhados durante a administração do seu falecido irmão, Bingu wa Mutharika, seriam retomados, incluindo a navegabilidade do Chire e Zambeze.
Como parte desta iniciativa, o governo do Malawi construiu o porto de Nsanje, avaliado em 20 milhões de dólares norte-americanos, e inaugurado em Outubro de 2010, mas até agora está inoperacional.

Fonte: aqui 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Companhia de Sena introduz “stevia” para produzir novo açúcar

A Companhia de Sena, situado no distrito de Marromeu, na província de Sofala, está a ensaiar o cultivo de “stevia”, uma planta de origem brasileira, que servirá de matéria-prima para a produção de um novo tipo de açúcar, num projecto que poderá arrancar ainda este ano.

Falando à margem da visita da governadora de Sofala, Maria Helena Taipo à Companhia de Sena, Escat Alaim, director-geral da desta firma, revelou que introdução do novo tipo de açúcar, que abastecerá os mercados nacional e internacional, tem seus alicerces no facto de o actual estar a conhecer uma queda de vendas nos últimos anos, devido à importação do mesmo produto fabricado na vizinha Suazilândia e fornecido no sul do país e Tanzania e Tailândia para a zona Norte.

Alaim fez saber que o cultivo da “stevia” está ainda na fase de massificação nos campos da Companhia de Sena, uma actividade que visa apurar o nível de adaptação aos solos da região uma vez conhecida a potencialidade destes.
De acordo com o director-geral da Companhia de Sena, com a entrada no mercado nacional e estrangeiro do novo tipo de açúcar espera-se que a firma recupere a sua imagem no panorama açucareiro doméstico e fora de portas no que concerne a comercialização deste produto.

Na sua dissertação, Escat Alaim revelou que a “stevia” é um arbusto nativa do Brasil e do Paraguai. Possui uma extraordinária capacidade adoçante em forma natural e é aproximadamente dez ou 12 vezes mais doce que a sacarose doméstico. A planta não causa diabete, para além de que não contém calorias e não altera o nível do açúcar no sangue.
Fonte: Jornal DM

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Cessel do Luabo

Cessel do Luabo " campeão  provincial de futebol" da Zambézia 1976, 80, 81, 82, 83 e 84
Fonte: Orlando Lino Baptista

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Cortadores de cana da Companhia de Sena ensaiam greve

Os trabalhadores da Companhia de Sena  da área  agrícola estão em  colisão com a entidade patronal. Hoje, ensaiaram uma greve reivindicando o pagamento da gratificação (décimo terceiro salário).  Em protesto destruíram um veículo, danificaram escritorios e um armazém

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Vento forte e chuva de granizo destroem casas em Marromeu

Uma tempestade com ventania e granizo destruiu o telhado de casas e derrubou várias árvores na primeira semana do ano 2015 em Marromeu. 





terça-feira, 28 de outubro de 2014

Na travessia do baixo Zambeze entre Chupanga e Mopeia, incidente com Maiores Baixas do Exército Português - 21Jun1969

O afundamento do batelão 'São Martinho' causou a morte de 100 Militares Portugueses

Excertos dos relatórios:
 «A coluna era constituída por trinta viaturas Unimog. Nela estavam integrados 1 oficial, 1 segundo sargento, 11 furriéis, dos quais 10 constam ainda como 1ºs Cabos milicianos ... e 137 praças. ...»
 «A coluna chegou a localidade de CHUPANGA (margem sul do Zambeze) em 15Jun69 e ali se demorou, por virtude de falta de disponibilidade de meios de transposição, até ao dia 21Jun69. ...»
 «... o proprietário do batelão assegurou àquele comandante que o batelão tinha condições para transportar toda a coluna de uma só vez o que foi corroborado por vários camionistas civis presentes na ocasião e ...»

 «... resolveu aceitar a sugestão do proprietário do batelão e fazer o embarque da coluna duma só vez, o que teve lugar cerca das 211600JUN69 [16H00 do dia 21Jun1969]. A saída do batelão verificou-se cerca das 211630JUN69 [16H30 do dia 21Jun1969].»
 «... há cerca de 2 meses, o Sr. Capitão do Porto do CHINDE verificou que o proprietário ... introduziu alterações num batelão já existente ... ... para lhe aumentar a capacidade. ... advertiu-o de que não poderia fazer aquelas alterações sem as submeter à aprovação ... e muito menos pôr ao serviço o batelão transformado. ... »
 «O motor do lado direito parou por duas vezes. A almadia do mesmo lado, batida por forte ondulação, começou a meter água, que entrava também pela junta da soldadura incompleta ...»
 «... o batelão adernou sobre a direita.»

 «Nenhuma. Pelo contrário, colaboraram [os militares] na tentativa de esvaziamento da almadia alagada e mantiveram-se na melhor ordem.»
 «O afundamento deu-se por volta de 211700JUN69 [17H00 do dia 21Jun1969]»
 «Tomando consciência do perigo imediato, o comandante da coluna procurou evitar o pânico ...»
 «Uns lançaram-se à água nadando; outros agarrados a malas, sacos, tábuas etc; alguns ajudados por camaradas; a maior parte, porém, foi tragada pelas águas, conjuntamente com as viaturas. ...»

 «... uns tantos chegaram a uma ilha onde pescadores nativos - família CAMPIRA - não só os receberam e agasalharam, como passaram algumas horas a recolher ... os que tinham ficado sobre as capotas ou já seguiam rio abaixo. Esta família foi ao extremo de desmanchar uma palhota para obter lenha com que aquecesse os recolhidos.
A tripulação não teve qualquer reacção especial.
Procurou pôr-se a salvo, tendo sido vistos, o proprietário e o mecânico (ambos europeus), afastando-se do local, nadando vigorosamente.»

«... de notar a colaboração dos 4 irmãos Campira na procura, recolha e agasalho dos sobreviventes, imediatamente após o acidente ...»
«Da população

De toda a população, europeia e autóctones foram recebidas provas de solidariedade e colaboração na vigilância do Rio no sentido de detectar corpos e na sua recolha e transporte para MOPEIA: em áreas afastadas do local do acidente - até 70 km para jusante.

De realçar:
- a actuação já referida dos 4 irmãos CAMPIRA, ao salvarem grande número de vítimas, ao trazerem a notícia do acidente a MOPEIA e na pesquisa de corpos no Rio.
- a actuação do professor da Escola de MANHUDO, RAUL MANUEL GENTES NHUMPENZA, que com os seus alunos se manteve em vigia da margem esquerda do ZAMBEZE por vários dias, e recolheram grande número de corpos.
Distinguiram-se mais, os seguintes alunos:
- ZECA MANUEL - 11 anos
- ERNESTO GINO - 13 anos
- JOSÉ CHARE - 10 anos
- JOÃO FRANCISCO - 11 anos

- a actuação do autóctone ALBERTO JERÓNIMO, tripulante do batelão afundado que, tendo chegado a salvo a uma ilha, se arriscou a atravessar para a margem S para levar a CHUPANGA e a LACERDÓNIA (Sede do PAdm) a notícia do acidente.»

Fonte:aqui

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Eleições presidenciais e as pedras

Votar é não só um direito constitucionalmente garantido como um dever cívico de todo o cidadão com capacidade para tal.
Será que as pedras tambem  não querem  deixar que decisões fundamentais sejam tomadas por outros nos seus lugares?...





Fotos: Baptista João


segunda-feira, 13 de outubro de 2014

As perguntas que não se querem calar

Já venho perguntando isto deste os tempos em que eu era um blogonauta assíduo mas nunca ninguém ousou em me responder. 
Acredito que as minhas dúvidas são de muitos concidadãos moçambicanos.
Não vou parar de perguntar até que alguém me responda.

1. Se no dia das eleições, em plena bicha a espera da minha oportunidade de votar, tiro da minha sacola uma massaroca para satisfazer as minhas necessidades biológica, estaria a fazer  campanha pela Frelimo ou não?
2. Se eu passar por um posto de votação, já que os nossos caminhos muita das vezes atravessam escolas e outras instituições, carregado de um galo que comprará para o caril do dia, estaria a fazer campanha pela MDM ou não?
3 Se o meu avo oferecer-me duas galinhas do mato a passar em pleno local de votação as galinhas apanharem um susto e voarem criando uma agitação no local, também estaria a fazer campanha pela RENAMO?

Desculpe a ignorância mas pedia que alguém me ajudasse a perceber.
Pss: parece ser coscidencia os símbolos do partido MDM e da RENAMO são aves da mesma espécie. 


Por: Baptista Joao


Por: Baptista Joao

sábado, 11 de outubro de 2014

Cemitério Municipal de Marromeu


Construído em 1964, com fortes traços de arte marcantes da época. Desconhecemos quando mesmo recebeu o seu primeiro sepultamento  mas, há sinais ou marcas do ano 1930 no interior.

De todos cemitérios em Marromeu, o cemitério municipal é o mais antigo. Ainda este ano sofreu obra de  ampliação,  a mesma é justificada devido à crescente necessidade de guardar urnas.

Se alguém tiver alguma informação a mais agradeçemos a contribuição.

Por: Fernando Raposo

terça-feira, 7 de outubro de 2014

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Jornal@Verdade de Marromeu

Jornal@Verdade de Marromeu é uma pagida criada nas redes social filiada ao facebook
São tantos motivos que  levaram a criação desta página social filiada ao facebook, para mais informações aqui. Para se juntar ao grupo aqui

por: Fernando Raposo